Ponte precária em Rio Preto expõe moradores ao risco e afasta crianças da escola em Campos

Estrutura de madeira deteriorada compromete acesso à localidade e levanta questionamentos sobre abandono do poder público

Moradores da localidade de Rio Preto, na zona rural de Campos dos Goytacazes, denunciam a situação crítica de uma ponte de madeira que serve como principal acesso à comunidade. Um vídeo gravado nesta terça-feira (17) revela o estado alarmante da estrutura, marcada por tábuas soltas, buracos e evidente risco de acidentes.

Travessia perigosa e rotina comprometida

De acordo com relatos dos próprios moradores, a travessia se torna ainda mais perigosa em períodos de cheia do rio. Quando o nível da água sobe, a ponte fica parcialmente — e, em alguns casos, totalmente — submersa, impedindo a passagem de pedestres e veículos.

A consequência mais grave atinge diretamente as crianças da região.

Sem condições seguras de deslocamento, alunos chegam a deixar de frequentar a escola, comprometendo o acesso à educação e agravando a sensação de isolamento da comunidade.

Risco constante de acidentes

A falta de manutenção é visível. Trechos sem tábuas expõem buracos perigosos, e moradores relatam quedas frequentes ao tentar atravessar a ponte.

A estrutura improvisada, que deveria garantir mobilidade básica, hoje representa um risco diário para quem precisa utilizá-la.

Prefeitura promete avaliação

Procurada, a Secretaria Municipal de Agricultura de Campos dos Goytacazes informou que uma equipe técnica será enviada ao local para avaliar a situação.

A resposta, no entanto, ainda não traz prazo para intervenção, o que mantém a população em estado de apreensão.

Isolamento e cobrança por solução

Para os moradores de Rio Preto, o problema vai além da infraestrutura: trata-se de dignidade e direito de ir e vir.

A comunidade cobra uma solução definitiva e urgente, que garanta segurança, acesso à educação e melhores condições de vida para quem vive na região.

Enquanto isso, a ponte segue como símbolo de um desafio antigo: a distância entre as necessidades da população rural e a resposta do poder público.