Especialistas alertam para risco maior de dengue, zika e chikungunya após período de chuva e altas temperaturas
Após as fortes chuvas registradas nos últimos dias, municípios da Região dos Lagos do Rio de Janeiro têm observado aumento na presença de mosquitos, cenário que preocupa autoridades de saúde. O clima quente e úmido, típico desta época do ano, cria condições ideais para a reprodução do Aedes aegypti, transmissor de doenças como Dengue, Zika e Chikungunya.
Cidades como Cabo Frio, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Araruama e Saquarema apresentam condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito, principalmente em locais onde há acúmulo de água parada.
No bairro Peró, em Cabo Frio, moradores relatam aumento significativo na quantidade de insetos após o período de chuvas. Segundo relatos, água acumulada em terrenos baldios, calhas, caixas destampadas, pneus e recipientes domésticos tem servido como criadouro para os mosquitos.
Calor acelera reprodução do mosquito
Especialistas alertam que, com as temperaturas elevadas registradas em março, o ciclo de desenvolvimento do mosquito pode ser reduzido para cerca de sete dias, acelerando a reprodução e aumentando o risco de transmissão de arboviroses.
Além disso, o calor e a umidade favorecem a eclosão de ovos que permaneciam em locais secos, ampliando rapidamente a quantidade de mosquitos adultos. Esses insetos costumam picar com maior frequência no início da manhã e no fim da tarde, períodos considerados de maior atividade.
Saúde reforça prevenção
Diante do cenário, a Secretaria de Saúde reforça a importância de ações semanais de prevenção dentro das residências para eliminar possíveis criadouros do mosquito.
Entre as principais orientações estão:
- Verificar pratos de plantas, garrafas, baldes e pneus
- Evitar qualquer recipiente que possa acumular água
- Manter calhas e ralos limpos
- Utilizar telas de proteção e repelentes, quando necessário
As autoridades lembram que a maior parte dos focos do mosquito está dentro das casas, o que torna a participação da população fundamental para evitar a proliferação do Aedes aegypti e reduzir o risco de novas infecções por doenças transmitidas pelo inseto.