Levantamento do instituto Real Time Big Data mostra prefeito do Rio com 46% das intenções de voto e 33 pontos de vantagem sobre o segundo colocado
Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo instituto Real Time Big Data aponta o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), como líder isolado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.
No principal cenário estimulado do levantamento — quando os entrevistados recebem uma lista com possíveis candidatos — Paes aparece com 46% das intenções de voto, seguido pelo deputado estadual Douglas Ruas (PL), que registra 13%. A diferença entre os dois chega a 33 pontos percentuais.
A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 10 de março de 2026, com 2 mil entrevistas em todo o estado, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o número RJ-04191/2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
Cenário estimulado
No cenário em que os nomes são apresentados aos entrevistados, os resultados foram:
- Eduardo Paes (PSD): 46%
- Douglas Ruas (PL): 13%
- Ítalo Marsili (Novo): 5%
- Wilson Witzel (DC): 5%
- William Siri (PSOL): 3%
- Rafa Luz (Missão): 2%
Outros 10% disseram votar em branco ou nulo, enquanto 16% afirmaram não saber ou preferiram não responder.
Voto espontâneo mostra alto índice de indecisos
No cenário espontâneo — quando o eleitor responde livremente, sem lista de candidatos — o número de indecisos ainda é elevado.
Os resultados foram:
- Eduardo Paes: 12%
- Cláudio Castro: 4%
- Douglas Ruas: 2%
- Flávio Bolsonaro: 1%
Nesse cenário, 64% dos entrevistados disseram não saber em quem votar, enquanto 13% declararam voto branco ou nulo.
Apoio maior entre mulheres
A pesquisa também aponta que Paes tem desempenho mais forte entre o eleitorado feminino.
Entre os homens:
- Eduardo Paes: 41%
- Douglas Ruas: 15%
Entre as mulheres:
- Eduardo Paes: 51%
- Douglas Ruas: 11%
Liderança em todas as faixas etárias
O prefeito do Rio aparece na frente em todas as idades analisadas:
16 a 34 anos
- Paes: 47%
- Ruas: 10%
35 a 59 anos
- Paes: 47%
- Ruas: 16%
60 anos ou mais
- Paes: 43%
- Ruas: 12%
Desempenho por renda
Entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, Paes alcança 49% das intenções de voto.
Nas demais faixas:
- 2 a 5 salários mínimos: Paes 46%, Ruas 15%
- Mais de 5 salários mínimos: Paes 40%, Ruas 15%
Resultados por região
O melhor desempenho do prefeito aparece na capital:
- 53% na cidade do Rio de Janeiro
- 43% na Baixada Fluminense e região metropolitana
- 39% no interior do estado
Já Douglas Ruas registra:
- 12% na capital
- 17% na Baixada e Região Metropolitana
- 9% no interior
Cenários com outros candidatos
Quando o nome do ex-presidente da Assembleia Legislativa André Ceciliano (PT) é incluído na disputa, Paes mantém a liderança:
- Eduardo Paes: 42%
- Douglas Ruas: 11%
- André Ceciliano: 9%
Confronto direto
Em um cenário de segundo turno entre Paes e Ruas, o prefeito ultrapassa a marca de 50%:
- Eduardo Paes: 51%
- Douglas Ruas: 19%
Rejeição
O levantamento também mediu rejeição. O ex-governador Wilson Witzel aparece com o maior índice, com 59% dos entrevistados afirmando que não votariam nele.
Segurança pública lidera prioridades
Entre os temas apontados como prioridade para o próximo governador do estado, segurança pública aparece em primeiro lugar.
Os principais resultados foram:
- Segurança pública: 38%
- Saúde: 21%
- Transporte: 13%
- Economia: 8%
- Geração de emprego: 7%
- Educação: 6%
Disputa pelo Senado
O levantamento também testou cenários para o Senado. Em ambos, o governador Cláudio Castro (PL) aparece na liderança, com cerca de 23% a 24% das intenções de voto.
Entre os nomes citados na disputa estão:
- Marcelo Crivella (Republicanos)
- Benedita da Silva (PT)
- Rodrigo Pimentel
- Pedro Paulo (PSD)
- Márcio Canella (União)
- Otoni de Paula (PRTB)
Cenário ainda em formação
Apesar da vantagem expressiva de Eduardo Paes no cenário estimulado, o alto índice de indecisos no voto espontâneo indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda não está completamente mobilizada para a disputa, que pode sofrer mudanças ao longo dos próximos meses até a eleição de 2026.